No último sábado rompemos a barreira dos R$10.000 em vendas.
Parece o sonho de qualquer pizzaria, mas a realidade é bem diferente.
Quando entrei como sócio-investidor de uma franquia em 2023, descobri que:
– Investimento foi 40% maior que o planejado, R$500 mil
– Faturamento abaixo do projetado: R$140 mil/mês ao invés R$265 mil (após 21 meses de operação)
– Margem líquida: 9,5%
– Dependência absoluta do iFood (80% do volume)
O que aprendi sobre empreender no segmento A&B (alimentos e bebidas):
– Ter um sócio operador com a barriga no balcão é imprescindível.
– Projeções falham miseravelmente, na planilha todo negócio é maravilhoso.
– Localização, com ótimo poder aquisitivo e vertizalizada (muitos prédios) irá definir se você vive ou morre.
– Uma pizza de R$90 é caríssima se o raio de entrega de 3-4 km for majoritariamente de classe C e D
– O negócio só devolve o valor investido depois de 4 ou 5 anos
– O cliente não quer pagar frete, e 90% desse custo acaba ficando com a pizzaria
– O delivery via iFood acelera, mas também cobra caro.
Esse post não é um lamento, é a operação e os fatos.
A conta fecha, mas não no ritmo que muitos imaginam.
Por:
Apaixonado por internet desde os tempos da Internet discada!
