O realinhamento europeu

Nos últimos meses estamos vendo um movimento curioso na Europa. Depois da segunda grande guerra, os europeus tiveram a sensação de que os EUA eram como um “irmão mais velho”, que protegeria o irmão mais novo.

Desde então, os europeus foram tornando-se dependentes dos americanos, seja em questões econômicas, tecnológicas ou de segurança. Mas, nos últimos tempos, o irmão mais velho disse para o mais novo “se virar sozinho”.

Foi aí que começou a mudança. Os europeus, até então pouco inovadores, começaram a se mexer. E decidiram investir pesado em inteligência artificial, investindo mais de US$ 500 bilhões de dólares nesse tema.

Mas outra mudança mais curiosa veio do oriente: os europeus abriram as portas para os chineses. Até mesmo os ingleses decidiram receber, de braços abertos, as fábricas chinesas de automóveis.

Claro que, para isso, os chineses precisarão transferir tecnologia. O que não é problema, porque eles estão jogando o jogo do PIB e da influência. A Europa está ficando cada vez mais chinesa. Até o Alipay já está por todo lado.

A porta ocidental está ficando mais estreita, enquanto a porta do oriente vai se abrindo mais e mais. Os europeus estão, aos poucos, derrubando as “muralhas” impostas à China ao longo das últimas décadas.

Isso faz lembrar daquela velha “Doutrina do Vácuo de Poder”. Quando um lado se afasta, o outro corre e ocupa o espaço deixado. Ao olhar para dentro, os americanos deixaram o terreno livre para os chineses na Europa.

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