As filas nas lojas da Apple nos EUA sumiram

Nesse final de ano há algo diferente na paisagem da Quinta Avenida em Nova York. As tradicionais filas na loja da Apple não estão mais por lá.

Não se trata de um problema de perda de interesse pelos cultuados iPhones. Eles continuam sendo objeto de desejo de boa parte dos consumidores de todo o mundo. O problema reside no campo oposto: não existem modelos iPhone 14 disponíveis para venda.

Como reflexo da política de controle da pandemia na China, houve uma ruptura no processo produtivo e a companhia não recebe equipamentos com a velocidade requerida. Estima-se que o prejuízo para a maior empresa do planeta chegue a US$ 1 bilhão por semana.

O que a negativa experiência da Apple tem a ensinar para qualquer líder de qualquer tipo de empresa?

Nunca coloque seus ovos em uma só cesta.

Ao fazer a opção em centralizar a esmagadora maioria de sua produção na China com a Foxconn, a empresa conquistou importante vantagem de custo, porém ficou exposta a intempéries desse parceiro. Deu uma zebra por lá e pronto: não há tempo disponível para alterar a estratégia.

Há meses a empresa já informou que está pesquisando novos fornecedores em outros países asiáticos, mas ao que tudo indica, a Apple deu sopa para o azar.

Agora o que fica para sua reflexão: analise seus recursos estratégicos e verifique qual é o seu nível de dependência de poucos fornecedores ou parceiros. Se essa concentração for grande, não hesite em desenvolver um plano de pulverização desse poder desenvolvendo novas possibilidades. Como esse processo leva tempo, é necessário começar o quanto antes.

Ah, essa mesma reflexão vale para clientes: como está sua dependência em relação a sua carteira de clientes?

Lembre-se daquela nossa frase: a rotina devora o pensamento estratégico todo dia no café da manhã (obviamente, nos inspiramos na tradicional frase do Drucker sobre cultura e estratégia).

Não demore para se movimentar e evoluir em seu projeto.

Por: Sandro Magaldi

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