A CAOA Chery investiu pesado em Jacareí, prometeu transformar a cidade num polo automotivo e… parou tudo em 2022. Agora, surge a Lecar, uma montadora brasileira, querendo ocupar o espaço e lançar híbridos flex com até 1.000 km de autonomia.
Na prática, estamos falando de reaproveitar um ativo industrial que já custou milhões, gerou expectativa de milhares de empregos e hoje está parado. É como pegar um estádio pronto, mas vazio, e colocar um time para jogar, só que aqui, o campeonato é o da indústria nacional contra a ociosidade.
O que me chama atenção é o modelo de negócio: a Lecar vende “na planta”, como se fosse apartamento. Paga-se para entrar na fila e, quando a produção começar, você quita o resto. Uma jogada ousada, que pode ser a virada de jogo… ou um gol contra, se não sair do papel.
Enquanto isso, o mundo todo acelera a transição para energias mais limpas. E o Brasil tem algo que poucos têm: flex com etanol competitivo e uma rede pronta. Se der certo, não é só a Lecar que ganha, é mais emprego, mais tecnologia e menos fábrica fantasma.
E aí, você apostaria suas fichas nessa “venda na planta” automotiva? Ou prefere esperar pra ver o carro rodando na rua?
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