O limite já chegou!
Em 32 anos à frente de uma indústria, enfrentei inflação, crises econômicas, mudanças de governo, incêndios, perdas patrimoniais e inúmeros desafios. Sempre encontrei uma saída. Sempre acreditei que, com trabalho, coragem e resiliência, seria possível recomeçar.
Hoje, pela primeira vez, não tenho essa mesma convicção.
Não porque nos falte competência. Não porque nos falte disposição para trabalhar. Mas porque produzir no Brasil está se tornando uma missão quase impossível.
Competimos com produtos importados fortemente subsidiados em seus países de origem. Enfrentamos uma das maiores cargas tributárias do mundo, juros elevados por um longo período, energia cara, burocracia sufocante, infraestrutura deficiente e regras que mudam continuamente. Ao mesmo tempo, as famílias estão endividadas, o consumo encolhe e a economia perde força.
O resultado está diante dos nossos olhos: recuperações judiciais se multiplicam, empresas encerram suas atividades e investimentos deixam o Brasil em busca de ambientes mais competitivos.
Chegamos ao limite.
Não há mais gordura para cortar. Não há mais “suco para espremer dessa laranja”.
Quando uma indústria fecha, não perde apenas o empresário. Perdem os trabalhadores, os fornecedores, os transportadores, o comércio, os municípios, os estados e o próprio país.
Se continuarmos tratando quem produz apenas como fonte inesgotável de impostos e obrigações, em breve descobriremos que não haverá mais quem produza riqueza para sustentar essa conta.
Este não é um pedido de privilégios.
É um pedido de bom senso.
O Brasil precisa decidir, com urgência, se quer continuar sendo uma nação que produz, emprega e gera riqueza ou um país que assiste, passivamente, ao fechamento de suas fábricas e à destruição da sua capacidade produtiva.
Ainda há tempo.
Mas o tempo está se esgotando!
Rainer Zielasko


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