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Eleições Quaest julho segundo turno Lula x Flávio Bolsonaro

Preste atenção, porque o dado é de uma eloquência que dispensa comentário, e no entanto vou comentar, porque o brasileiro médio olha para o abismo e enxerga uma paisagem.

Quaest, julho. Segundo turno Lula x Flávio. Entre os que se informam pela TV: 56 a 28 para Lula.

Entre os que se informam por redes sociais: 45 a 39 para Flávio.

Sites e portais: 44 a 38 para Flávio.

Rádio, a outra concessão pública: 52 a 35 para Lula.

Ou seja: não existe “eleitorado brasileiro”. Existem dois países, cada um trancado dentro do seu aparelho.

Num deles, o telespectador recebe a realidade já mastigada, embalada e benzida pelo Jornal Nacional; no outro, o sujeito ainda comete a insolência de comparar fontes.

Adivinhe em qual dos dois o candidato do regime tem 28 pontos de vantagem.

Você acha que a Globo não leu essa pesquisa?

Leu antes de você.

E o que faz a Fundação Roberto Marinho em 2026? Festival LED, em maio: documentário sobre os malefícios das redes sociais na vida dos jovens, debate sobre “pensamento crítico em tempos de pós-verdade”.

Uma semana depois, o Encontro Internacional de Educação Midiática, apoiado pela FRM, ABERT, ANJ e a tal Coalizão em Defesa do Jornalismo.

Em março, parceria com o governo Lula, assinada pelo ministro no auditório da Editora Globo, com a solenidade de quem celebra um sacramento.

“Educação midiática” é o nome batismal da operação: ensinar à criança que o único lugar onde o monopólio ainda manda é o templo da verdade, e o lugar onde ele perde é o pântano da mentira.

Isso é fato público; a intenção, eu infiro, mas infiro como quem vê fumaça e desconfia do fogo.

O demônio, dizia um velho padre, não precisa que você adore o mal. Basta que você terceirize a sua consciência.

A emissora gloBaal não quer eleger um presidente. Quer administrar um rebanho que já não sabe pastar sozinho. Com a ajuda de sua Fundação usada para afundar o Brasil na ignorância e na censura.

A mídia gloBaal quer ser a única fonte da verdade num país de partido único, literalmente ou disfarçado.

Leonardo Dias

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